segunda-feira, 13 de junho de 2011

. José e Pilar. Retrato de uma relação.

No seguimento da exposição e de todas as outras iniciativas que dedicámos a Saramago na Semana da Leitura, agora que as aulas vão sendo menos e terás mais tempo livre, deixamos-te o trailer do filme que então comentámos. Para veres o resto, e passando a publicidade, terás que te ligar à SIC nos próximos dias 18 e 19 de Junho. Se não estiveres em casa nesses dias, não te esqueças de gravá-lo, vale mesmo a pena! Vê-lo-ás mais tarde!

sábado, 28 de maio de 2011

. Darwin em português



A editora Planeta Vivo, dedicada à investigação ambiental aplicada à edição e à publicação de obras de divulgação científica na áreas das ciências naturais, lançou-se no desafio de publicar a obra completa de Charles Darwin em português, que pela primeira vez é traduzida na íntegra para uma língua, sendo um projecto para dez anos à velocidade de dois livros por ano.

“É a primeira vez que a obra integral de Charles Darwin é traduzida para uma língua”, afirmou Nuno Gomes, fundador da empresa instalada no Polo do Mar do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).
Em declarações à Lusa, admitiu que “traduzir e editar toda a biografia de Charles Darwin, que são 20 obras, todas elas muito extensas, é um projecto de doidos”, uma ousadia que mereceu a atenção da Universidade de Cambridge que vai disponibilizar online, na página oficial de Darwin, as publicações da Planeta Vivo.

A “A Origem das Espécies” foi a primeira obra de Charles Darwin editada pela Planeta Vivo em 2009, ano em que se assinalou 150 anos desde a primeira publicação do autor da teoria de evolução das espécies.

O biólogo Nuno Gomes explicou que “inicialmente o projecto era só editar a ‘A Origem das Espécies’”, mas acabou por lançar-se no desafio de publicar a colecção na íntegra, considerando “importante mostrar obras que as pessoas não conhecem e que são verdadeiras preciosidades”.

Durante o mês de Junho, será lançada “Variação sob Domesticação I”, que terá prefácio de Nuno Ferrand, comissário da exposição “A Evolução de Darwin”, organizada pela Universidade do Porto e, um mês depois, “A Ascendência do Homem”, que, realçou, “tem sido sempre mal traduzido para ‘A Origem do Homem”.

O primeiro livro da editora portuense já está disponível online na página da Universidade de Cambridge, onde serão disponibilizadas todas as obras à medida que forem publicadas.

"Freud foi beber a Darwin"

Para Nuno Gomes, “Darwin teve uma importância enorme em muitas áreas e na biologia em especial, mas também na agricultura, na psicologia. Muitas pessoas não sabem mas até Freud foi beber a Darwin, que estava muito à frente do seu tempo”. “Hoje em dia o que se está a confirmar, salvo ideias muito pontuais, é que Darwin estava certo em tudo”, declarou.

Segundo o biólogo e empresário, “A Origem das Espécies” teve um “receptividade muito boa”, acrescentando que “é o livro que está a vender mais na exposição de Darwin e tem havido muitas encomendas do Brasil de pessoas que viram a obra online e encomendaram a obra em papel”.

(in Ciência Hoje, jornal de Ciência, Tecnologia e Empreendedorismo)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

. Receitas de Amor

A propósito do Dia de S. Valentim, a biblioteca escolar lançou um desafio aos alunos do 3º ciclo - elaborar uma receita para o amor. Depois de uma breve incursão pelo mundo e pelo léxico da gastronomia, alunos e alunas reflectiram sobre a "essência" do amor - quais os principais "ingredientes" para cozinhar esse sentimento que, cada vez mais, escasseia no mundo actual ?
Eis algumas dessas receitas. Não deixe de ler este livro de culinária e delicie-se com a sua receita favorita.

Myebook - Receitas de Amor - click here to open my ebook

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

. O Dia de São Valentim


Reza a História, pelo menos a versão mais consensual, que o Dia de São Valentim começou por ser um dia de jejum em homenagem ao santo. A sua associação ao amor romântico, tal como o conhecemos hoje, deu-se já depois da Idade Média. Seja como for, São Valentim é conhecido por ter contrariado as ordens do imperador Cláudio II, que tinha proibido o casamento, por pensar que os solteiros eram melhores guerreiros. Não só continuou a celebrar casamentos, como ele próprio se casou. Foi descoberto, preso e condenado à morte por isso. Enquanto esteve preso, nunca deixou de receber bilhetes de jovens de ambos os sexos a partilhar a sua crença no amor, além de que se apaixonou pela filha cega do carcereiro, a quem terá devolvido milagrosamente a visão. Antes que a sentença se cumprisse, no dia 14 de Fevereiro, ainda teve tempo de escrever à sua nova amada, despedindo-se como “Seu namorado”, “Do seu Valentim”. Hoje é considerado mártir pela Igreja Católica. O mais curioso é que o dia 14 de Fevereiro, muito antes ainda da sua morte, marca a véspera das festas romanas em honra de Juno, deusa da mulher e do matrimónio, e de Pan, deus da natureza, cujo ritual era o passeio da fertilidade: os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo nas mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a sua fecundidade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

. Como obter melhores resultados nos exames?



Escrever sobre preocupações diminui a pressão que antecede um teste.

"Para os milhares de estudantes que estão agora em fase de exames na faculdade, aqui fica uma dica que os pode ajudar a tirar melhores notas. Uma das formas para diminuirem a ansiedade que antecede uma prova é passarem alguns minutos a escrever sobre as suas preocupações, um exercício simples que liberta o capital intelectual necessário para realizar um teste com sucesso.

Esta é a conclusão de um grupo de investigadores da Universidade de Chicago, que mostrou que os estudantes que transmitem as suas preocupações para o papel obtêm melhores resultados do que aqueles que não o fazem.
O estudo publicado na revista “Science” revela que foram analisados 20 alunos que fizeram vários testes. O primeiro era de matemática e foram convidados a fazê-lo da melhor forma possível. Antes de iniciarem o segundo, da mesma disciplina, foi-lhes informado que iriam receber uma recompensa financeira em função dos resultados e que toda a prova seria filmada.

Metade dos alunos teve dez minutos antes do exame para expressar os seus sentimentos e preocupações relativos à prova a que iam ser submetidos e à sua vida pessoal. Este grupo foi também aquele que teve melhores resultados e precisão matemática. O mesmo processo foi repetido com testes de biologia e os resultados obtidos foram semelhantes.

Desgaste de memória

Não é a primeira vez que se demonstra que fazer algo sobre pressão desgasta a memória de trabalho do cérebro, essencial para actividades simples do quotidiano. Este tipo de memória, localizado no córtex pré-frontal funciona como uma espécie de bloco de notas. Quando as preocupações se acumulam, começa-se a perder a agilidade mental necessária para responder aos medos e bloqueia-se.

Sian Beilock, psicóloga e autora principal do estudo, define o problema como uma “asfixia” da capacidade de trabalhar sob pressão, uma situação em que as pessoas obtêm resultados abaixo das suas capacidades.

Esta sensação de “alívio” induzida pela escrita é também uma das ferramentas utilizadas pelos psicólogos e psiquiatras para que os seus pacientes expliquem situações traumáticas, acrescentou a especialista."

(in Ciência Hoje, Jornal de Ciência, Tecnologia e Empreendedorismoa)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

. SHOA



Shoa, é a palavra iídiche (dialecto alemão falado por judeus ocidentais) para calamidade, e é hoje utilizada para referir o genocídio que vitimou milhões de pessoas durante a 2ª Guerra Mundial: comunistas, ciganos, homossexuais, eslavos, deficientes....... sobretudo judeus. O Holocausto, como é vulgarmente conhecido o Shoa, será motivo de debate na nossa escola no dia 18. É no Auditório, às 11.45, e conta com a presença de um representante da Comunidade Israelia de Lisboa. Aparece!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

. Adeus Malangatana!



Malangatana, que nos deixa aos 76 anos, vítima de doença prolongada, foi muito mais do que um pintor. Foi escultor, escreveu poesia, foi preso pela PIDE, mais tarde deputado, nomeado "Artista pela Paz" (UNESCO), entre outras condecorações, e é para muitos o símbolo da moçambicanidade. É essa a opinião de Mia Couto, outro moçambicano famoso, que considera os seus quadros autênticas narrativas sobre o país que os viu nascer: Moçambique. Os quadros, esses, estão por todo o mundo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

. Dia Internacional dos Direitos Humanos

É já na próxima sexta feira, dia 10 de Dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Junta-te à 10ª maratona de cartas organizada pela Amnistia Internacional e envia uma carta onde poderás apoiar, individualmente, as vítimas de violações de Direitos Humanos por todo o mundo. Podes fazê-lo em http://www.amnistia-internacional.pt/. Enquanto escreves, escuta o vídeo vídeo que te deixamos:

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

. 1 de Dezembro: Dia Mundial Contra a Sida

Já visitaste a exposição organizada pela biblioteca? De que estás à espera? Entretanto, deixamos-te dois vídeos sobre o tema:



terça-feira, 16 de novembro de 2010

. Dia Internacional da Tolerância

O dia 16 de Novembro é desde 1995, por resolução da Organização da Nações Unidas, o Dia Internacional da Tolerância. Com a instituição deste dia pretende-se reafirmar anualmente os princípios da Declaração de Paris, onde se promove o respeito pelos direitos humanos fundamentais e a convivência pacífica entre os povos vizinhos, assim como se reprova todo e qualquer tipo de discriminação. Sobre a "burrice" da discriminação racial, deixamos-te um vídeo de um cantor que conheces bem: Gabriel, o Pensador. Escuta-o com atenção!

domingo, 24 de outubro de 2010

. 25 de Outubro - Dia da Biblioteca Escolar

Já lá vai o tempo em que o termo biblioteca se associava imediatamente a um espaço cuja função não diferia muito do étimo grego que está na origem desta palavra. Em pleno séc. XXI, as bibliotecas já não são apenas espaços onde se encontram livros, mas sobretudo espaços onde as novas tecnologias ganham protagonismo. Para muitos, as bibliotecas darão, a muito breve trecho, lugar a um espaço virtual - o das bibliotecas digitais. Mas para muitos outros, o prazer de folhear um livro e o aroma inconfundível do papel, por exemplo, são argumentos que continuarão a pesar a favor das "tradicionais" bibliotecas.
No mês internacional da Biblioteca Escolar, que este ano tem como mote «Diversidade, Desafio, Resiliência: as bibliotecas escolares têm de tudo» e para assinalar o dia da Biblioteca Escolar que se assinala, este ano, a 25 de Outubro, não percam este vídeo surpreendente.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

. Saramago: está vivo e recomenda-se!

Foi ontem, no dia 18 de Outubro, mais uma vez no país de nuestros hermanos, que foi apresentado o livro mais recente de José Saramago. Trata-se de uma série de declarações e comentários com que o nobel português foi animando as páginas da imprensa por todo o mundo. Da ética à política, da religião aos seus próprios compromissos, aqui e ali, como se de elementos de uma mesma constelação se tratasse, desenha-se o pensamento literário e ideológico do autor.A recolha, ao que consta exaustiva, a selecção e a recompilação devem-se a Fernando Goméz Aguilera. A cerimónia, como não poderia deixar de ser, essa também foi em castelhano, a abarrotar de ilustres personalidades que não falam a língua do nosso autor. Que raro! Mais estranho ainda é que tenhamos que esperar pelo próximo mês para o podermos encontrar nas nossas livrarias, depois desta cerimónia e muitos dias depois da Feira de Frankfurt onde foi primeiramente apresentado! Oxalá que valha a pena!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

. Nobel da Literatura 2010: Mário Vargas Llosa



Nascido no Peru, em Arequipa, em 1936, sustenta-se a si próprio desde os 16 anos. Casou cedo com uma tia mais velha e teve sete ofícios, de uma biblioteca a um cemitério. Porém, foi como jornalista que verdadeiramente iniciou a sua carreira nas letras, até porque do muito que observou como repórter fez matéria-prima da sua ficção. Estudou em Espanha e viveu muitos anos na Europa, tendo trabalhado em Paris e Londres. À docência universitária e à actividade literária acrescentou sempre um forte empenhamento social e político. Chegou a ser candidato à Presidência do Peru e é uma voz que se faz ouvir sobre o curso do mundo, através das suas crónicas e intervenções públicas. Tem duas dezenas de livros publicados, entre os quais se destacam os seguintes: Conversa na Catedral, A Casa Verde, O Falador, Quem matou Palomino Molero?, A Guerra do Fim do Mundo e O Paraíso na Outra Esquina, o seu romance mais recente. A Tia Júlia e o Escrevedor é outro dos seus títulos mais conhecidos, e esse podes encontrá-lo na nossa biblioteca! Porque esperas?

. Imagina...

Assassinado em Dezembro de 1980 por um admirador que lhe invejava a fama, John Lennon teria hoje 70 anos. Foi mentor de uma das bandas mais revolucionárias de sempre, os Beatlles, além de que foi activista antes da palavra “activismo” circular como acontece nos nossos dias. Duas boas razões, neste aniversário, para que também Kasim lhe conceda uma atenção especial. Vê os vídeos que se seguem e faz a tua própria pesquisa acerca desta grande personalidade do século xx.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

. Quem é Quem ?

Sabes quem foi Gengis Kan? Ramesses II? E Maxim Gorky?
Clica no link abaixo e vê o que o 12º LH1 - Área de Projecto - preparou para ti!


http://cliptank.com/PeopleofInfluencePainting.htm

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

. Kasim recomenda...



Discurso de Obama para início de um novo ano lectivo.

"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes. "

domingo, 11 de julho de 2010

Para mais tarde recordar.

Foi um ano intenso. Muitas foram as actividades dinamizadas pela BE da Gama Barros. Aqui ficam os registos fotográficos de algumas das exposições realizadas. A todos boas férias e...boas leituras.















segunda-feira, 24 de maio de 2010

. Isto é arte?



"O facto de terem emergido novas formas de arte, tais como o cinema e a fotografia, e de galerias de arte terem exibido coisas como um monte de tijolos ou uma pilha de caixas de cartão, forçou-nos a reflectir acerca dos limites do nosso conceito de arte. É óbvio que a arte tem tido significados diferentes em culturas diferentes e em épocas diferentes: tem servido fins rituais e religiosos, tem servido como diversão e tem dado corpo às crenças, medos e desejos mais importantes da cultura na qual é produzida. Dantes, o que contava como arte parecia estar mais claramente definido. No entanto, nos finais do século xx parece que chegámos a uma situação em que tudo e mais alguma coisa pode ser arte. Se isto é assim, o que fará que um certo objecto - um escrito ou uma peça musical -, e não outro, seja digno de se chamar arte?" (Nigel Warburton)

O que é a arte? Esta é a questão que será discutida no próximo dia 2 de Junho, na Biblioteca, às 10.00. Aparece e participa!

terça-feira, 11 de maio de 2010

. A Gama Barros na Padre Alberto Neto



No dia 5 de Maio, a Escola Secundária Padre Alberto Neto celebrou, pela segunda vez, o Dia H: Dia Humano e da Filosofia. A Ciência, o Poder e os Riscos, foi a ideia orientadora das actividades deste ano. A Gama Barros, a nossa escola, foi convidada a participar e fez-se representar da melhor maneira. Os alunos Flávia Brito, Inês Martins e Miguel Brântuas, alunos da professora Mónica Gutierres, encarregaram-se de garantir o sucesso reconhecido por todos. A Clonagem, a Manipulação Genética e o Ambiente, foram os assuntos de que falaram. Se estiveres interessado em saber que mais se passou nesse dia, consulta http://www.projectohumano.blogspot.com/ . Se quiseres ler as comunicações apresentadas pelos alunos da nossa escola, então terás de esperar pelo próximo número do Topo de Gama. Os alunos, os próprios e a cores, esses poderás vê-los já de seguida.

. Flávia Brito, Inês Martins e Miguel Mântuas no Dia H